Um bazar localizado em Novo Hamburgo, na Região dos Vales, foi invadido pela terceira vez em 52 dias. Neste domingo (15), um homem arrombou a porta, vasculhou o caixa e saiu com cerca de R$ 10 mil em mercadorias, de acordo com o levantamento do proprietário.
A ação durou cerca de quatro minutos.
O invasor deixou uma marreta na loja após deixar o local. Durante a fuga, um homem tentou interceptá-lo, mas não conseguiu.
A primeira vez que o estabelecimento foi invadido nessa série de ataques foi na noite do dia 25 de dezembro do ano passado. Na ocasião, a ação durou apenas 40 segundos. Um homem lançou um objeto na porta, quebrou o vidro e entrou no local. Lá dentro, procurou por objetos e saiu com mercadorias.
Confira nota da prefeitura abaixo.
Na madrugada do dia 11 de janeiro, a ação também é curta e dura cerca de 50 segundos. O invasor entra na loja e sai com aproximadamente R$ 3 mil em mercadorias.
Em nota nas redes sociais, a loja Sul Bazar repudiou a ação e afirmou que é "inadmissível que empresários, colaboradores e clientes convivam com esse cenário de insegurança constante, prejuízos financeiros, danos estruturais e abalo emocional, mesmo cumprindo suas obrigações, gerando empregos e contribuindo com o desenvolvimento de Novo Hamburgo".
O que diz a prefeitura
A Secretaria Municipal de Segurança Pública (SMSP) mantém diálogo permanente com as entidades representativas do setor comercial. Já está agendado um encontro para o dia 18 de março, oportunidade em que a pasta irá alinhar medidas conjuntas a serem adotadas, inclusive pelos próprios comerciantes, com o objetivo de mitigar o problema.
A SMSP destaca que a Guarda Municipal de Novo Hamburgo realiza patrulhamento 24 horas, em atuação integrada com a Brigada Militar, órgão vinculado ao Estado. O Município também conta com um sistema de videomonitoramento com imagens compartilhadas entre a Guarda Municipal e as forças de segurança estadual, com câmeras distribuídas em diversos pontos da cidade.
Para 2026, por meio do programa SmartNH, está prevista a instalação de mil novos equipamentos, ampliando a capacidade de monitoramento.
As câmeras têm contribuído para a identificação e captura de suspeitos de furtos. No entanto, por se tratarem, em muitos casos, de crimes de menor potencial ofensivo, os envolvidos acabam retornando às ruas após o registro da ocorrência.
Ao longo do ano de 2025, o primeiro da atual gestão, foram registradas 304 prisões em flagrante ou detenções que culminaram no cumprimento de mandados de prisão somente por agentes da Guarda Municipal. Em 2024, foram 184, o que representa um aumento superior a 65% nesse tipo de ação dos agentes nas ruas.
Além disso, os índices de crimes violentos foram diminuídos em 2025 em relação ao ano anterior. No ano passado, Novo Hamburgo teve a terceira menor taxa de homicídios do RS entre cidades com mais de 100 mil habitantes."
Nota da Sul Bazar
A Sul Bazar vem a público manifestar seu profundo repúdio e indignação diante do terceiro arrombamento sofrido em menos de 60 dias em nossa loja.
É inadmissível que empresários, colaboradores e clientes convivam com esse cenário de insegurança constante, prejuízos financeiros, danos estruturais e abalo emocional, mesmo cumprindo suas obrigações, gerando empregos e contribuindo com o desenvolvimento de Novo Hamburgo.
Reforçamos que não se trata de um fato isolado, mas de um problema recorrente que evidencia a falta de ações efetivas na segurança pública, especialmente na proteção ao comércio local.
Diante disso, cobramos providências urgentes da Prefeitura de Novo Hamburgo e dos órgãos de Segurança Pública, tais como:
- Reforço no policiamento ostensivo na região;
- Ações preventivas e contínuas, não apenas paliativas;
- Presença efetiva da Guarda Municipal e da Brigada Militar;
- Medidas concretas para coibir a criminalidade e proteger quem trabalha honestamente.
Além da cobrança, estamos tomando atitude. Já está agendada uma reunião no dia 18/03, na ACI Novo Hamburgo, com os órgãos de segurança do município, reunindo empresários e todos os interessados em melhorias reais na segurança pública.
Convidamos todos que possam colaborar a participar. A segurança é um problema coletivo e exige união, diálogo e ações efetivas.
O comércio não pode continuar sendo refém da criminalidade.
Trabalhar, empreender e gerar empregos não pode ser um ato de risco.