Polícia faz ofensiva contra grupo que usava imagens íntimas de vítimas para chantagem e extorsão

Publicada em: 28/01/2026 08:25 -

Segundo polícia, garota de programa fazia parte do esquema e simulava também estar sendo ameaçada. Em um caso, foi exigido pagamento de R$ 7 mil.

 

 

A Polícia Civil realizou nesta terça-feira (27) uma operação contra um grupo suspeito de usar imagens íntimas de vítimas para chantagem e extorsão sexual. Até às 9h, duas pessoas foram presas preventivamente.

Também são cumpridos seis mandados de busca e apreensão em Porto Alegre e Canoas, na Região Metropolitana. Foram recolhidos celulares, dispositivos eletrônicos e mídias de armazenamento. Os materiais passarão por perícia.

"A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Repressão aos Crimes Cibernéticos, revelou um modus operandi estruturado e coordenado, baseado em chantagem, ameaça e manipulação psicológica da vítima", explica a polícia.

 

Como funcionava o esquema

O crime começava após um encontro presencial, quando eram obtidas imagens íntimas da vítima. Depois disso, o material era usado para exigir dinheiro sob ameaça de divulgação a familiares, ex-companheira e pessoas próximas.

A investigação identificou que uma garota de programa, que fazia parte do esquema, simulava também estar sendo ameaçada. Ela induzia a vítima a acreditar que o pagamento resolveria o problema para ambos.

Paralelamente, um homem fazia as cobranças usando perfis em aplicativos, enviando vídeos e imagens íntimas para aumentar a pressão.

Um terceiro suspeito disponibilizava a conta bancária usada para receber o dinheiro, com o objetivo de dificultar o rastreamento.

 

No caso apurado, os criminosos exigiram o pagamento de R$ 7 mil. Há uma vítima formalmente reconhecida, e o valor total obtido no esquema ainda depende da análise do material apreendido.

O homem responsável pelas ameaças se apresentava como marido da mulher que participava da fraude. A Polícia Civil afirma que a coordenação das ações indica proximidade e atuação conjunta entre os envolvidos.

As extorsões começaram em dezembro de 2025, período em que as ameaças e exigências financeiras se intensificaram.

 

Orientação

A Polícia Civil reforça que a comunicação rápida do crime é essencial para preservar provas e interromper as ameaças.

As autoridades orientam que vítimas de extorsão digital não façam pagamentos, guardem as mensagens e procurem imediatamente uma Delegacia de Polícia ou Delegacia de Pronto Atendimento (DPPA). O sigilo das vítimas é garantido por lei.

 

 

 

Fonte: G1

 

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