Mãe de criança de 2 anos que sofreu abusos sexuais do pai é presa por omissão em Canoas

Publicada em: 11/12/2025 08:31 -

Indícios físicos levantam à suspeita de que as agressões sexuais eram constantes. Testemunhas contaram que a mulher era agressiva e "constantemente agredia a socos seus filhos, especialmente o menino vítima". Por fim, o ambiente familiar estaria envolvido com drogas.

 

A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (10), a mãe de um menino de 2 anos que sofreu abusos sexuais do pai em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A identidade dela não foi divulgada para preservar a segurança da criança.

De acordo com o delegado Maurício Barison, responsável pela investigação, o crime foi cometido no fim de novembro deste ano. No dia 18, a mulher, de 20 anos, e o marido, que é o pai da criança, foram até um hospital na cidade porque o menino havia desmaiado.

A equipe médica prestou o atendimento e suspeitou de possível abuso sexual devido aos ferimentos que a criança tinha pelo corpo. A Brigada Militar (BM) foi acionada e conduziu a mãe e o pai do menino até uma delegacia de polícia.

Na delegacia, a mulher disse que suspeitava que o marido tivesse abusado sexualmente do filho junto do tio do meninoO homem negou o crime, mas foi preso em flagrante. Houve buscas pelo tio, mas ele havia sido morto a tiros e o corpo só foi localizado em Cachoeirinha dois dias depois, em 20 de novembro. Posteriormente, exames médicos confirmaram que o menino foi estuprado.

Ao longo da investigação, a Polícia Civil encontrou "indícios físicos de que as agressões sexuais eram constantes". Isso fez com que a polícia levantasse a hipótese de que o menino sofria violência sexual há mais tempo.

 

Conforme a Polícia Civil, a mulher teria negado ser a mãe do menino durante o atendimento hospitalar, além de ter se recusado a dizer o que havia acontecido. Além disso, testemunhas contaram que a mulher era agressiva e "constantemente agredia a socos seus filhos, especialmente o menino vítima". Por fim, o ambiente familiar estaria envolvido com drogas.

O delegado Barison disse que buscou a Justiça para uma ação de destituição do poder familiar. Além disso, garantiu que "a vítima e demais crianças da família estão seguras e abrigadas".

 

 

 

 

 

Fonte: g1

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